SECAS DO SERIDÓ

Características da região do Seridó



Mapa das zonas climáticas da região do Seridó (Clique para ampliar)

A região do Seridó está inserida na área do Polígono das Secas, tem um índice pluviométrico variável de (400 a 1000 mm/ano normal). Essa condição é agravada pela elevada média térmica, que contribui para a grande evaporação, a qual, somada à grande irregularidade na distribuição das chuvas, explica a semi-aridez da região.

Baixo índice pluviométrico anual (pouca chuva);

(1) Baixa umidade;
(2) Vegetação com presença de arbustos com galhos retorcidos e poucas folhas (caatinga);
(3) Temperaturas elevadas em grande parte do ano


O clima na região do Seridó, é dividida em três áreas homogêneas. De forma geral, observa-se que as chuvas aumentam num gradiente "leste-oeste" e num gradiente "áreas altas - áreas baixas". (Mapa acima)

Semiárido brando: Está presente na porção oeste e serrana do Seridó. Com precipitação variando de (800 a 1000mm/ano normal) e temperatura (média) anual de 27,5ºC.

Semiárido mediano: Está presente na porção central da região, com precipitação variando de (600 a 800mm/ano normal) anuais e temperatura média de 26ºC.

Semiárido rigoroso: Está presente na porção leste e extremo norte da região, com precipitação variando de (400 a 600mm/ano normal) anuais e temperatura média de 25ºC. Temperaturas mais amenas devido à altitude.

A Serra de Sant'ana, combina os dois tipos de clima: (semiárido brando) e o (semiárido rigoroso), variando conforme a altitude. Na mesma predomina o clima tropical de altitude. Entretendo, o regime de chuva não se altera nessas regiões.

A Serra de Santana se estende pelos municípios de Cerro Corá, Bodó, Lagoa-Nova, Ten. Laurentino Cruz sendo as sedes no cume da serra além dos municípios de Currais- Novos, Florânia, São Vicente, Santana do Matos e Jucurutu.

A temperatura média chega entre 22° a 29°C no alto da serra, mas nos meses de junho, julho e agosto as temperaturas podem chegar aos 12°C.

A altitude média da serra de Santana é 700m, Tenente Laurentino Cruz esta à 730 metros de altitude em relação ao nível do mar, sendo assim o mais alto município do Estado do Rio Grande do Norte.

Nota:
Precipitação: média anual (estação invernosa normal). Lembrando, a região sujeita à repetidas crises de prolongamento das estiagens, chuvas com índice pluviométrico altamente irregular.

Acesse:
Tabela com índice pluviométrico acumulado anual da região do Seridó potiguar.
TEMPO DO SERIDÓ

Mapa dos ecossistemas da região do Seridó (Clique para ampliar)

Áreas apresentaram composição florística variada, com presença de espécies comuns às caatingas:

Caatinga do Campo
Com vegetação de 2 a 5 metros. Entre as espécies mais comuns estão a amburana, o umbuzeiro e o mandacaru. e abundância de cactos e manchas desnudas. Apresenta cobertura vegetal mais rareada em comparação a caatinga seridó.

Caatinga Arbórea
Com árvores de 3 a 10 metros de altura. Presença de espécies comuns às caatingas e espécies características de outras formações mais úmidas.

Caatinga de Altitude
Caatinga presente nas serras de Santana, Queimadas, Formiga, Negra, João do Vale, Quintos e Garganta. Caracterizada pelo predomínio de plantas caducifólias lenhosas, arbustivas, muito ramificadas e densamente emaranhadas. 

Caatinga Seridó - (Área de transição)
O principal ecossistema da região é a Caatinga do Seridó, vegetação de transição entre o caatinga do campo e Caatinga Arbórea, com árvores de porte médio e baixo, e abundância de cactos e manchas desnudas.

Várzea
Planície em terrenos junto ao rio – Floresta Ciliar de Carnaúba, ao longo do rio Rio Piranhas/Açu, em Jucurutu.

O bioma presente na região do Seridó é a Caatinga.

Caatinga (do tupi: ka'a [mata] + tinga [branca] = mata branca) é o único bioma exclusivamente brasileiro, o que significa que grande parte do seu patrimônio biológico não pode ser encontrado em nenhum outro lugar do planeta. Este nome decorre da paisagem esbranquiçada apresentada pela vegetação durante o período seco: a maioria das plantas perde as folhas e os troncos tornam-se esbranquiçados e secos.

Entretanto, a paisagem é bastante diversa, com regiões distintas, cujas diferenças se devem à pluviometria, fertilidade e tipos de solo e relevo.

As plantas da caatinga são xerófilas, ou seja, adaptadas ao clima seco e à pouca quantidade de água. Algumas armazenam água, outras possuem raízes superficiais para captar o máximo de água da chuva. E há as que contam com recursos pra diminuir a transpiração, como espinhos e poucas folhas.

A flora dos sertões é constituída por espécies com longa história de adaptação ao calor e à seca, é incapaz de reestruturar-se naturalmente se máquinas forem usadas para alterar o solo. A degradação é, portanto, praticamente irreversível na caatinga.

O problema grave que atinge a região do Seridó, é o processo de desertificação dos solos, que é causado pelo uso inadequado e intensivo dos mesmos.

A falta de chuvas regulares na região do seridó são resultados de quatro fenômenos:

1. Fatores oceânicos: Mesmo sob o Equador, a temperatura do mar nos litorais potiguar e cearense é mais baixa em relação às áreas adjacentes. Com baixa evaporação, há menos umidade presente.

2. Influência do relevo: O planalto da Borborema, que atravessa vários estados, impede a passagem das correntes atmosféricas úmidas que partem do oceano para o interior. Por isso chove mais no litoral.

3. Frentes polares: As frentes polares - encontro de massas de ar diferentes - causam chuvas. Mas, como elas têm pouca força quando chegam ao Nordeste, predomina um quadro de estabilidade.

4. Fatores atmosféricos: O Nordeste é uma área de alta pressão - com correntes de ar que transferem o calor para latitudes maiores -, situação que favorece a estabilidade do tempo e a ausência de chuvas.

Constitui-se de diferentes zonas geográficas, com distintos índices de aridez. Em algumas delas o balanço hídrico é acentuadamente negativo, onde somente se desenvolve a caatinga hiperxerófila sobre solos delgados.

Existem também áreas, de balanço hídrico positivo e presença de solos bem desenvolvidos. Contudo, na área delimitada pela poligonal, ocorrem, periodicamente, secas anômalas que se traduzem na maioria das vezes em grandes calamidades, ocasionando sérios danos à agropecuária e graves problemas sociais.

Mapas: OpenBrasil.org/IBGE
Foto: Adrian Garda


Secas do Seridó - OpenBrasil.org

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